Artigo: Síndico profissional de condomínios
Por Lincoln César do Amaral Filho*
É difícil imaginar que daqui a 10 anos os condomínios sejam administrados da mesma forma do que atualmente. A profissionalização de diversos campos profissionais irá atingir, mais cedo ou mais tarde, também o setor condominial. E não há de se falar em condomínio bem administrado sem tocar na figura do síndico profissional.
Antes tido apenas como um elemento de condomínios de luxo, o síndico profissional vai atualmente se transformando em um imperativo para uma administração condominial eficaz. Alguém que conheça a legislação tributária, civil e trabalhista, saiba manter relações interpessoais adequadas e possa rever e firmar contratos com empresas prestadoras de serviços tem muito a somar a um condomínio.
O síndico profissional atua como um “catalisador da qualidade” na administração de condomínios. Ele consegue diminuir as perdas incorridas pelos moradores, aumentar a produtividade de funcionários ao delegar funções a cada um corretamente e contribuir para a redução do valor do condomínio. Em um caso assim, no qual os benefícios de longe superam os custos, como poderíamos supor que sua figura não se tornará cada vez mais popular?
Atualmente, muitos “candidatos a síndicos” deixam de cumprir suas funções corretamente por pura falta de tempo. Ser síndico, ao contrário do que alguns acreditam, não é das tarefas mais triviais. Demanda tempo, treinamento, esforço e dedicação que nem sempre estão disponíveis.
Um profissional especializado dispõe desses elementos. É bem remunerado pelo seu trabalho, uma vez que não lida apenas com um condomínio, mas sim por alguns. Como não tem grandes intimidades com os moradores, não está sujeito a desígnios personalistas, que muitas vezes prejudicam um grupo de moradores em prol de outro.
É bem verdade que diversos cuidados devem ser tomados na hora de contratar um síndico profissional. Análises feitas por meio do currículo do candidato – quais condomínios já atendeu, por quanto tempo etc. -, por meio de entrevistas e a relação dele com os moradores devem ser sempre levadas em consideração.
A segurança também é um aspecto chave, de modo que indicações serão muito bem vindas na hora de escolher um responsável pelo gerenciamento das atividades condominiais. Alguém que tem livre entrada e saída do condomínio não pode, de modo algum, representar um risco para os que ali residem. Feita uma contratação segura, a garantia de um serviço bem feito provavelmente será cumprida.
É correto inferir, portanto, que, no longo-prazo, o morador de um condomínio será um consumidor. Como tal, não desejará apenas um serviço “quebra-galho”, mas algo que de fato valorize o lugar onde viva e lhe traga vantagens, muitas vezes por um preço menor do que o cobrado antes. A figura do síndico profissional deve tornar-se cada vez mais popular. É apenas uma questão de tempo.
* Lincoln Cesar do Amaral Filho é diretor da Superlógica e do portal LicitaMais (www.licitamais.com.br) e especialista em condomínios.






