Construção do refeitório da Casa da Criança Paralítica entra na segunda etapa
Expectativa é de concluir a obra até o final de 2010, no entanto, parte da verba necessária ainda precisa ser arrecadada
Durante a festa de Natal do ano passado, foi anunciada a construção do refeitório da Casa da Criança Paralítica de Campinas (CCP), uma obra que teve início no começo deste ano e melhorará ainda mais a estrutura da entidade. A construção, felizmente, segue conforme o cronograma.
A fase de fundação já foi finalizada, e agora tem início a parte estrutural da obra. “As obras estão indo muito bem. Se continuarmos neste ritmo, entregaremos o refeitório até o final do ano, entre os meses de novembro e dezembro, conforme o planejado”, afirma Antonio Pedro Rodrigues, gerente administrativo da Casa.
Parte dos recursos para a construção do local foram levantados em uma parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) holandesa Liliane Fonds. Essa sociedade já contribui com a CCP há alguns anos, com o envio de recursos para a ajuda direta aos usuários e com a compra de cadeiras de rodas, órteses e outros equipamentos que trazem melhoria na condição de vida do deficiente. Também em virtude dessa parceria, a ONG optou por abrir seu primeiro escritório no Brasil justamente em Campinas, dentro da CCP.
Custos
O custo total da obra foi orçado em R$ 350 mil, porém, ainda faltam R$ 120 mil para totalizar este valor. Para isso existe a necessidade de doações e novas parcerias. “Dentro do projeto ‘nutrição’, que objetiva afastar a subnutrição das nossas crianças, ter um refeitório é muito importante para a Casa da Criança Paralítica de Campinas, porque é um lugar de convívio entre as pessoas, além de complementar toda a estrutura técnica, pedagógica e de assistência social oferecida pela entidade”, comenta Odonel Urbano, Diretor Financeiro da CCP.
Somente dois fatores podem atrasar a entrega de uma construção: chuva e falta de recursos. Como a época das chuvas só começará no final do ano, a falta de recursos poderá atrasar o cronograma do refeitório. Por isso, quem se interessar em contribuir com o financiamento da obra, irá contribuir para mais uma conquista da CCP.
A Casa da Criança Paralítica de Campinas fica na rua Pedro Domingos Vitalli, 160 – Parque Itália – Campinas/ SP. Os telefones para contato são (19) 2127-7230 e (19) 2127-7233 ou pelo site www.ccp.org.br. O e-mail é o ccp@ccp.org.br.
Sobre a CCP
A Casa da Criança Paralítica de Campinas é uma entidade filantrópica que tem como finalidade o atendimento de crianças portadoras de deficiência física e que, em 2009, completou 55 anos. Sob a orientação de um diretor clínico, a CCP presta serviços médicos de fisiatria, neurologia, ortopedia (clínica e cirúrgica), odontologia (ortodontia e clínica geral), serviço social, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Na região, é a única entidade especializada em reabilitação de crianças com deficiências.
A CCP nasceu em janeiro de 1954, por inspiração do Dr. Ernani Fonseca. O objetivo era arrecadar fundos para a construção de um pavilhão, que se destinaria para instalação de clínica para recuperação de vítimas da paralisia infantil. Na primeira assembléia geral, foi escolhida a diretoria, então denominada Sociedade Campineira de Recuperação da Criança Paralítica. Durante mais de cinco anos os associados desenvolveram várias atividades com o objetivo de arrecadar recursos financeiros. Somente em 1959 é que começaram os trabalhos de atendimento a seu público alvo.
Em agosto de 1965, a Prefeitura Municipal de Campinas doou gleba de terreno desmembrada do Parque Itália, com 15.131,55 m2 de área. Do terreno da Casa da Criança, foi desmembrada área de 6.258,37 metros quadrados, doada à APAE de Campinas. No início da década de 70, foi inaugurada sua nova sede na Rua Pedro Domingos Vitalli nº 160, no Parque Itália, onde se localiza até os dias de hoje.
Desde a sua fundação, a Casa da Criança Paralítica de Campinas cumpre sua missão de integrar e reintegrar, no meio social, pessoas portadoras de deficiência. Com a erradicação da poliomielite, mudou-se a origem dos problemas de saúde enfrentados pelos seus usuários. Antes eram eles decorrentes da poliomielite; agora da mielomeningocele, lesão cerebral precoce, traumas, acidentes etc. Com esta ou aquela etiologia, o cuidado com o usuário não mudou. Prevaleceu a ideia de recuperar e dar às pessoas melhores condições de vida.
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