Doação de Nota Fiscal Paulista beneficia Casa da Criança Paralítica de Campinas
Entidade iniciou em 2010 uma campanha para arrecadação de notas fiscais dos consumidores, para inserir seu CNPJ e ser beneficiada.
A Casa da Criança Paralítica iniciou em 2010 uma campanha para arrecadação de notas fiscais, doadas pelos consumidores, para utilizar o programa estadual Nota Fiscal Paulista. A entidade espalhou urnas nas saídas de alguns supermercados e grandes lojas de Campinas (SP), para que as pessoas depositem suas notas. Com elas em mãos, a CCP faz o cadastramento delas com o CNPJ da instituição.
Dessa maneira, a Casa da Criança Paralítica de Campinas, que vive exclusivamente de doações, aumenta sua arrecadação, através do recolhimento dos impostos estaduais e restituição do Estado, sem qualquer ônus. E o cidadão, que opta por não colocar seu CPF na nota, colabora também sem gastar algo a mais.
“Essa é uma maneira simples e tranqüila para todos colaborarem com a Casa da Criança Paralítica. Quem optar por não colocar seu CPF na nota fiscal, pode simplesmente depositá-la em nossas urnas e, assim, estará colaborando com a finalidade da Entidade, que é ajudar uma criança a caminhar”, afirma Odonel Urbano, diretor financeiro da instituição. “A população de Campinas sensibilizou-se com a campanha, eis que somente em janeiro já conseguimos recolher milhares de notas” e espero que esse número aumente todos os meses, completa.
O Programa Nota Fiscal Paulista devolve 30% do ICMS efetivamente recolhido pelo estabelecimento a seus consumidores. Ele é um incentivo para que os cidadãos que adquirem mercadorias exijam do estabelecimento comercial o documento fiscal. Os consumidores que informarem o seu CPF ou CNPJ no momento da compra também poderão colaborar com a Casa da Criança Paralítica de Campinas destinando-lhe seu benefício no momento de receber seu crédito. É outra maneira de preciosa colaboração. A cada R$ 100,00 de notas ou cupons fiscais inseridos no sistema, o Programa Nota Fiscal Paulista confere à Casa da Criança Paralítica de Campinas um número com o qual concorrerá a prêmios em dinheiro.
A Casa da Criança Paralítica de Campinas fica na rua Pedro Domingos Vitalli, 160 – Parque Itália – Campinas/ SP. Os telefones para contato são (19) 2127-7230 e (19) 2127-7233 ou pelo site www.ccp.org.br. O e-mail é o ccp@ccp.org.br.
Sobre a CCP
A Casa da Criança Paralítica de Campinas é uma entidade filantrópica que tem como finalidade o atendimento de crianças portadoras de deficiência física e que, em 2009, completou 55 anos. Sob a orientação de um diretor clínico, a CCP presta serviços médicos de fisiatria, neurologia, ortopedia (clínica e cirúrgica), odontologia (ortodontia e clínica geral), serviço social, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Na região, é a única entidade especializada em reabilitação de crianças com deficiências.
A CCP nasceu em janeiro de 1954, por inspiração do Dr. Ernani Fonseca. O objetivo era arrecadar fundos para a construção de um pavilhão, que se destinaria para instalação de clínica para recuperação de vítimas da paralisia infantil. Na primeira assembléia geral, foi escolhida a diretoria, então denominada Sociedade Campineira de Recuperação da Criança Paralítica. Durante mais de cinco anos os associados desenvolveram várias atividades com o objetivo de arrecadar recursos financeiros. Somente em 1959 é que começaram os trabalhos de atendimento a seu público alvo.
Em agosto de 1965, a Prefeitura Municipal de Campinas doou gleba de terreno desmembrada do Parque Itália, com 15.131,55 m2 de área. Do terreno da Casa da Criança, foi desmembrada área de 6.258,37 metros quadrados, doada à APAE de Campinas. No início da década de 70, foi inaugurada sua nova sede na Rua Pedro Domingos Vitalli, 160, no Parque Itália, onde se localiza até os dias de hoje.
Desde a sua fundação, a Casa da Criança Paralítica de Campinas cumpre sua missão de integrar e reintegrar, no meio social, pessoas portadoras de deficiência. Com a erradicação da poliomielite, mudou-se a origem dos problemas de saúde enfrentados pelos seus usuários. Antes eram eles decorrentes da poliomielite; agora da mielomeningocele, lesão cerebral precoce, traumas, acidentes etc. Com esta ou aquela etiologia, o cuidado com o usuário não mudou. Prevaleceu a ideia de recuperar e dar às pessoas melhores condições de vida.
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