Campinas recebe exposição de Victor Brecheret
Antiquário Fakiani, Instituto Futuro Cidadão e Fundação Brecheret promovem exposição com obras do escultor, de 26 de junho a 6 de julho; as esculturas serão expostas no Antiquário Fakiani, no Shopping Galleria Campinas; parte das vendas será destinada ao Instituto Futuro Cidadão (IFC)
O Antiquário Fakiani, o Instituto Futuro Cidadão (IFC) e a Fundação Escultor Victor Brecheret inauguram a exposição com obras do escultor Victor Brecheret no dia 26 de junho (sexta-feira), às 20h, no Antiquário Fakiani, no Galleria Shopping, em Campinas. A ocasião contará com a presença da filha do escultor Sandra Brecheret Pellegrini, titular dos direitos autorais do artista. As esculturas serão vendidas e parte da renda arrecadada será repassada aos projetos sociais do IFC.
“Essa é uma oportunidade de divulgar a obra de uns dos escultores mais importantes do Brasil e de fomentar o interesse pela cultura nacional. Além disso, não podemos esquecer o papel social da exposição, que destinará parte da verba aos projetos sociais do IFC”, afirma Igor Furniel, presidente do IFC.
Depois de mais de 30 anos sem realizar qualquer tipo de evento relacionado ao escultor Victor Brecheret, Campinas receberá 12 de suas esculturas. “Sem dúvida esta é uma ocasião rara que não deve ser desperdiçada”, destaca Sandra Brecheret Pellegrini.
O principal objetivo da mostra é servir como uma oportunidade para as pessoas da região conhecerem as obras de um dos mais famosos e respeitados escultores brasileiros. Responsável por obras como o Monumento às Bandeiras, localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, Brecheret foi um artista atuante no movimento modernista da arte nacional. Suas esculturas são reconhecidas mundialmente.
Entre algumas das obras que estarão na exposição estão: Bailarina (danceuse, 70cm, bronze polido, 1928), Madona Oriental (vierge, 28cm, bronze polido, 1929), Maternidade Indígena (37cm, bronze patinado, 1952), Pietá (70cm, bronze patinado, 1924), São Jerônimo (73cm, bronze patinado, 1945), Torso Feminino (74cm, 1930), Cabeça de tocadora de guitarra (32cm, bronze patinado, déc. 1930), São Francisco (1,35cm, bronze patinado, 1954) e Fuga para o Egito (45cm, bronze polido, 1920).
A exposição acontece até o dia 6 de julho e tem como curadores Heloisa Martins e William Fakiani. O espaço estará aberto das 10h às 22h, de segunda a sábado, e das 14h às 20h aos domingos. Mais informações pelo telefone (19) 3207-4649.
Brecheret e o modernismo brasileiro
Filho de italianos, o escultor e artista plástico Victor Brecheret nasceu no Jardim América, em São Paulo no dia 22 de fevereiro de 1894. Embora marcada de início pela influência européia, grande parte as esculturas de Brecheret sempre denotou componentes nacionalistas.
Considerado o pioneiro do modernismo na escultura brasileira, iniciou sua formação artística em 1912, estudando desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Dez anos depois, mesmo ausente do país, participa da Semana de Arte Moderna de 1922, com doze esculturas. Alterna sua estada entre França e Brasil até 1936.
Inicia, em 1936, a execução do Monumento às Bandeiras. Em 1941, vence o concurso internacional para a execução do Monumento a Duque de Caxias.
Os anos de 1940 e 1950 foram marcados pelas esculturas destinadas a locais públicos, como a fachada externa e interior do Jockey Club e os baixos-relevos do Moinho Santista. Nesse período, retrata as figuras e os costumes da cultura indígena brasileira em terracota, bronze e pedra com incisões. Premiado como melhor o escultor nacional na I Bienal de São Paulo, em 1951, Vítor Brecheret morreu em São Paulo em 18 de dezembro de 1955. Em 1957, a Bienal prestou-lhe homenagem, em sala especial com 61 esculturas e vinte desenhos. Em 1995 uma exposição de 112 esculturas do artista inaugurou o Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo.
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