comunicação corporativa

Postado em 10 de fevereiro de 2011 por Carlos Eduardo Moura

O blog Papo de Empreendedor, da revista "Pequenas Empresas & Grandes Negócios", publicou ontem um texto chamado Como contratar (bem) uma empresa de relações públicas. Refere-se basicamente ao trabalho de assessoria de imprensa e o que deve ser levado em conta na hora de contratar uma agência para realizar a comunicação corporativa.

Vale a leitura. Pra facilitar, coloco abaixo o trecho (perguntas que o empresário deve se fazer antes de contratar). Na verdade, este texto saiu no site da Business Week. Comento alguns pontos entre parênteses.

1. Você tem bons dados? Para sustentar uma campanha e ser entrevistado várias vezes, é preciso ter informações que justifiquem a atenção – números, clientes, tendências, opiniões sólidas. (Isto é fato. Não adianta a empresa querer aparecer em jornais, revistas e sites se não tem bons projetos por trás. Ter bons projetos já é meio caminho andado para um bom trabalho de assessoria de imprensa.)

2. Você estava contando com o RP para aumentar o faturamento? Nem sempre há uma relação direta entre divulgação e retorno de curto prazo. Você precisa entender os benefícios de ter um relações-públicas e casar essas vantagens com as suas necessidades. (Sempre digo o seguinte: o trabalho de relações públicas e assessoria de imprensa é para construir imagem, no médio prazo, pelo menos. O trabalho de assessoria de imprensa, ajuda, sim, muitas vezes a alavancar vendas - mas o trabalho não deve ser focado apenas com essa métrica.)

3. O RP não conseguiu uma boa divulgação para a sua empresa – ou não conseguiu uma boa divulgação para o seu ego? Ver seu nome na mídia é bacana, mas verifique se isso não está atrapalhando as suas prioridades.

4. O RP definiu as expectativas claramente? Toda boa empresa deve ajudá-lo a definir o que é factível e que volume de divulgação você pode esperar por semana, mês e trimestre.

5. O RP criou um plano? Se a empresa de relações públicas não trabalhou de acordo com o que estava combinado, é natural que você se sinta sem apoio.

6. O RP era especializado no seu ramo de negócio? Para contar boas histórias, o relações-públicas deve conhecer bem o mundo da sua empresa. Se não tiver esse conhecimento, poderá perder oportunidades – e irritar repórteres.

Aproveito e convido você a ler alguns textos sobre assessoria de imprensa que já passaram aqui pelo blog e também ver a nossa apresentação sobre assessoria de imprensa no SlideShare.

Postado em 28 de outubro de 2009 por Equipe Happy Hour

Com mais de 50 milhões de pessoas cadastradas no mundo, o Twitter é um microblog, uma espécie de mural de recados, onde o usuário se cadastra e pode escrever em até 140 caracteres uma pequena mensagem sobre qualquer coisa - os tweets (pio, em inglês) ou, na versão aportuguesada, tuítes. Quem é seguidor consegue ler diretamente em sua conta (ou timeline, para os iniciados) as mensagens escritas por outros usuários.

Pesquisas mostram que 15% dos internautas brasileiros utilizam a ferramenta, o que coloca o país à frente (percentualmente) de países do primeiro mundo, como Estados Unidos (10,69%), Reino Unido (9,36%), Austrália (5,36%) e Alemanha (4%). Personalidades brasileiras como Luciano Huck, William Bonner, Rubens Barrichello e Mano Menezes aderiram ao mecanismo e fazem grande sucesso.

Políticos também usam a ferramenta como forma de se aproximarem de seus eleitores. Exemplo? Barack Obama (o precursor), José Serra, Aloízio Mercadante e por aí vai. Recentemente, a revolta da população durante as eleições no Irã foi transmitida em tempo real pelo Twitter, já que jornalistas e veículos tradicionais estavam impedidos de enviar notícias para fora do país.

E as empresas nisso? Marcas globais como Dell, Starbucks, Nokia e brasileiras, como Camiseteria.com, Cultura Inglesa, Tecnisa, entraram na onda e estão tuitando suas notícias, promoções e ideias e se perguntam cada vez mais como utilizar o potencial das redes sociais em favor de suas marcas. Essas empresas perceberam que mecanismos como Twitter, Facebook e blogs são excelentes ferramentas para se aproximar dos clientes e gerar negócios, muito melhores do que veículos tradicionais como a TV, por exemplo.

Uma das principais vantagens do Twitter, diz seu guia para marcas, é a chance de a companhia se comunicar de modo casual e espontâneo com o consumidor. Afinal, a mensagem não é intrusiva – só a lê quem é seguidor da empresa.

O guia ainda traz mais dicas: deixe sempre um meio de contato, como e-mail; preste atenção ao que dizem de sua marca, seus produtos e serviços; procure encaminhar reclamações para que sejam logo resolvidas; seja rápido no retorno; adote um tom casual nas mensagens; compartilhe os projetos da empresa; ofereça bônus e descontos; e, por último, mas não menos importante, não pratique SPAM.

É bom mesmo as empresas prestarem mais atenção à internet e às redes sociais. O Ibope divulgou recentemente uma pesquisa que mostra que para a população jovem a TV deixou de ser o meio de comunicação mais importante.

Para a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com acesso à internet é o aparelho mais relevante, seguido pela TV e telefone celular. Dos 18 aos 24 anos, vem celular, computador com internet e só depois a TV. Portanto, a internet será a principal ferramenta de comunicação num futuro próximo e as redes sociais, como Twitter e Facebook, onde o burburinho acontecerá. Estar presente desde já pode garantir um futuro promissor às empresas que souberem aproveitar oportunidades.

Acompanhe a Happy Hour no Twitter: www.twitter.com/happyhour_com.

UPDATE: O artigo foi publicado na edição 11 de novembro de 2009 no jornal "Correio Popular", de Campinas (SP). Clique aqui para ver.