Paz no corpo e na mente

Artes marciais proporcionam o equilíbrio necessário para suportar o estresse diário

Você acorda, vai trabalhar, almoça, volta ao trabalho, vai para casa, janta, talvez veja um pouco de televisão e vai dormir. No dia seguinte, a mesma história. Uma rotina tão estafante que tudo que você tem disposição para fazer no fim de semana é simplesmente ficar em casa. 

Essa rotina se torna tão automática que boa parte das pessoas acaba nem percebendo que sua vida está se resumindo a trabalhar. Depois de um tempo, a falta de outras atividades gera um cansaço tão grande que o próprio trabalho é afetado. Menos foco, menos atenção, menos produtividade.

Existe, entretanto, uma atividade ainda pouco utilizada por adultos que tem grande capacidade de proporcionar a paz que tanto o corpo quanto a mente necessitam para continuar funcionando adequadamente: as artes marciais.

Todas elas prezam fundamentalmente a harmonia e ensinam àqueles que escolhem aprendê-las que estar bem mentalmente é essencial para que o corpo tenha um bom desempenho. “Aprender uma arte marcial não é aprender a lutar. É infinitamente mais do que isso”, explica Valdir Cremasco, proprietário da Shaolin Kung Fu, de Valinhos. “Os alunos aqui aprendem acima de tudo a ter foco, disciplina e perseverança. Trata-se de evoluir fisicamente, mentalmente e espiritualmente”, diz. 

Foco, disciplina e perseverança. Precisamente as características mais afetadas em um funcionário cansado, insatisfeito e desmotivado. 

Atualmente, a esmagadora maioria dos praticantes de artes marciais são crianças e adolescentes, público ainda não atingido pela correria estressante da vida adulta. “Com o tempo, felizmente, mais e mais adultos percebem como as artes marciais podem ajudar tanto a melhorar a saúde física quanto a mental”, explica Cremasco.  

Apropriado a todos 

Ao contrário do que poderia se pensar, as artes marciais respeitam a limitação física de cada um mais do que quase qualquer outra atividade física. Crianças de oito anos, idosos com mais de 60, pessoas acima do peso, gestantes – qualquer um pode praticar, desde que submetido às devidas avaliações físicas. 

Em quase todas as academias, o esquema é o mesmo. Cada aluno pode treinar no horário que quiser (entre os que estão disponíveis para a modalidade escolhida) e quantas vezes por semana preferir. A primeira parte dos treinos é composta por atividades físicas aeróbicas e alongamentos. A segunda parte, do treinamento técnico. 

Nesta etapa, os alunos formam grupos de acordo com características semelhantes (mesma faixa etária e estágio de treinamento), um professor específico ensina movimentos novos e ajuda os que têm dúvidas. 

“Grande parte do treino é dedicado à evolução física dos alunos, mas cada um pode treinar no ritmo que achar melhor. Cada um tem que saber qual é o seu próprio limite”, conta Cremasco. A parte dedicada aos alongamentos não só auxilia na evolução muscular, mas também requer concentração. “Não basta puxar o pé até doer. Alongamento inclui foco, respiração, dedicação”, observa. 

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