Sobre currículos (eles valem para alguma coisa?)

 Neste início de ano temos recebido uma penca de currículos de jornalistas recém-formados, procurando um lugar ao sol no mercado.

O que me fez pensar: o que faz de um currículo um bom currículo?

Mas voltando à vaca fria... O pior de tudo é que boa parte dos currículos são ruins. De dar dó. A maioria padronizados, com as mesmas frases e expressões. Poucos chamam a atenção. Poucos são personalizados. O que me faz pensar que currículos não servem mesmo para nada - salvo honrosas exceções.

Vejo muita gente fazendo e enviando currículos iguais para todas as empresas. Isso não se faz! Se você quer trabalhar na Happy Hour Comunicação (ou qualquer outra empresa), faça um currículo personalizado e relevante. Que raios de profissional de comunicação é este que não sabe adequar o que tem a dizer ao receptor?

Outro ponto que chama a atenção é a falta de um texto mais fluido, que não feito em tópicos. OK, você estagiou na empresa XYZ, mas o que fez por lá? O que aprendeu? E na faculdade, quais foram seus projetos? Que tipo de livros você gosta de ler? (Aliás, você gosta de ler ou só lê bobeirinhas na internet?) Qual é o endereço do seu blog? E o seu Twitter? Onde está o portfólio de materiais produzidos na faculdade?

Pra finalizar, cito abaixo um treco do livro "Rework" (mais sobre o livro no post Rework: uma nova proposta de trabalho). A tradução está meio pobre, fiz com pressa. Mas o importante é a essência. Vamos lá. 

Currículos são ridículos

Todos sabemos que currículos são uma piada. São exageros. Eles estão cheios de "verbos de ação" que não significam nada. Listam títulos e responsabilidades que são vagamente exatos na melhor das hipóteses. E não há maneira de verificar a maior parte do que está lá. A coisa toda é uma farsa.

Pior de tudo, eles são muito fáceis de fazer. Qualquer um pode criar um currículo decente o suficiente. É por isso que os candidatos meia-boca o amam tanto. Eles podem metralhar centenas de cada vez para potenciais empregadores. É uma forma de SPAM.

Se você contrata alguém com base neste lixo, você está perdendo a mão no que a contratação diz respeito. Você quer um candidato específico para cuidar especificamente de sua empresa, seus produtos, seus consumidores e seu trabalho.

Então, como você encontra esse tipo de candidato? Primeiro: leia a carta de apresentação. Em uma carta, você tem uma comunicação real, em vez de uma lista de competências, verbos e anos de irrelevância. Não há como um candidato produzir centenas de cartas personalizadas. É por isso que uma carta de apresentação é um teste muito melhor do que um currículo.

Vale uma olhada também na apresentação abaixo, postada no SlideShare (Really Ugly Resumés). Aliás, porque não um currículo no SlideShare?

Really Ugly Résumés
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Comentários

Ah, o "serve para nada" é um pouco de exagero, é claro. Mas serve para muito pouco. Serve mesmo é descartar a maioria que manda currículo igual. O currículo deve ser breve, sim, sucinto, mas deveria ter mais um toque mais pessoal e menos "robotizado", né?
Carlos, concordo que o currículo padronizado é pouco criativo para um jornalista, mas dizer que não serve para nada?! Já me cansei de ler em revistas especializadas que o currículo deve ser o mais sucinto e objetivo possível e que ele é ainda o primeiro contato com a empresa. Talvez não seja fundamental na Happy.. "faça um currículo personalizado e relevante"(??) achei o comentário genérico demais para quem está saindo da faculdade em busca exatamente de uma vaga ou oportunidade na Happy Hour(ou outra empresa) para aí sim deixar seu currículo relevante.. Sim, a criatividade é essencial para o comunicador social! E o bom neste post,é saber que para entrar na happy hour tem que ser "fora dos padrões"

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